3 escritores com obras autobiográficas que você precisa conhecer!

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Por Maioli

Separamos 3 escritores com obras autobiográficas que você precisa conhecer! Obviamente, autores de grandes livros que estão presentes aqui na Pedrazul Editora. O mais interessante é que os escritores também criaram personagens para relatar suas experiências pessoais.

O fato é que só se percebe que as obras são autobiográficas quem conhece a fundo a história de cada autor. Livros conhecidos no mundo todo levam o conhecimento da época, na qual suas revoluções sociológicas nasceram de ideias e experiências tão revolucionárias quanto as obras. Ou apenas romances impensáveis para a época mesmo…

Para destrinchar quais obras são essas e o que têm em comum com os autores, separamos 3 escritores e seus respectivos livros autobiográficos que você precisa conhecer, ou já conhece e não sabe, para aumentar ainda mais o valor dessas obras.

Este post é apenas uma introdução para uma série de textos dos quais vamos destrinchar ainda mais cada obra autobiográfica. Confira!

Lucy Maud Montgomery

Lucy Maud Montgomery

Lucy Maud Montgomery é a famosa escritora canadense autora de Anne de Green Gables. O enorme sucesso com a série Anne em 1908 trouxe fama imediata para a autora. Entretanto, o que muitos amantes da escritora não sabem é que boa parte desta obra se reflete à vida pessoal de Lucy Maud Montgomery.

De fato, é comum que escritores introduzam em seus personagens suas características, experiências e angústias. Todavia, na série Anne, a escritora traz à tona muitas semelhanças com sua vida, mas ainda não podemos chamar a obra de autobiográfica. Mas ela conta tudo mesmo em sua série Emily.

Série de três livros autobiográficos disponíveis no site da editora

A maior similaridade é que Lucy Maud Montgomery passou a sua infância nas colinas de Cavendish, em Prince Edward Island, a mesma cidade em que se situa Green Gables. Outros detalhes, como sua personalidade e criatividade também tornam ambas muito próximas, compartilhando dos sentimentos reprimidos de uma infância numa comunidade agrícola e questionamentos muito perspicazes, dignos de uma mulher à frente do seu tempo.

Mais madura, Lucy Maud Montgomery lançou em 1923 o livro Emily de Lua Nova. Esta sim, sua grande obra autobiográfica. Nela, podemos destrinchar as características mais próximas da autora para com Emily. Se em Anne de Green Gables conseguimos encontrar traços de suas experiências, em Emily de Lua Nova essas semelhanças tornam-se ainda mais escancaradas.

Voltemos no local que a autora nasceu. Prince Edward Island foi fundada em 1790 por imigrantes escoceses. Uma dessas famílias é a da própria autora, assim como a família de Emily. Após a morte da mãe, Lucy Maud Montgomery foi criada com rigidez pelos seus avós. Em A trajetória de emily, a menina órfã é criada por sua tia, uma personificação da avó da autora. Emily de Lua Nova poderia ser o diário da infância de Lucy Maud Montgomery, de tão autobiográfico que a obra é em relação a vida da escritora.

Elizabeth Gaskell

Elizabeth Gaskell viveu numa Inglaterra caótica devido a Primeira Revolução Industrial. O ambiente desde o seu nascimento em 1810 até a sua morte, em 1865, serviu de grande inspiração em seus livros. Portanto, vamos abordar mais de um livro em que tornam boa parte de suas obras em verdadeiras autobiografias.

O livro Cranford, de 1851, é o reflexo da sua história pessoal. O romance é inspirado no dia a dia da autora no interior da Inglaterra, quando teve que morar com sua tia em Knutsford após a morte de sua mãe. Portanto, Cranford é o nome fictício da cidade de Knutsford.

Cranford, já na segunda edição

No decorrer do livro (alerta de spoiler), o irmão das personagens principais viaja para a Índia e é dado como morto. Assim como o irmão de Gaskell. Entretanto, o desfecho fictício é mais feliz e o irmão da personagem retorna para Cranford com vida. Gaskell conseguiu mudar a própria autobiografia em sua obra, uma forma (muito) feliz de contornar a angústia vivida após a perda do irmão.

A edição da Pedrazul trouxe duas capas
Capa de Margaret Hale

Já no livro Margareth Hale (Norte e Sul), Elizabeth Gaskell traz ainda mais as suas vivências. Utilizou-se da frase de seu pai ao renunciar ao cargo de ministro. “Renuncio às minhas ordens por motivos de consciência”, teria dito o pai da escritora, a mesma frase e mesmo mote quando o patriarca da personagem principal, Richard Hale, renuncia ao paroquiado e se muda para Milton.

Aliás, mudar o nome da cidade é com a Gaskell mesmo. Milton é o nome fictício para a cidade de Manchester, cidade onde a família Gaskell se estabeleceu e que serviu de inspiração para praticamente todos os livros de Elizabeth.

Uma vida de observação retratada em seus livros

Livro exclusivo do clube de assinatura da Pedrazul

Os Amores de Silvia

Nas proximidades de uma pacata vila de pescadores de baleia vive Silvia Robson, uma moça linda, filha única de um casal que, embora sem posses, faz todas as suas vontades. Ela é uma princesa pobre, porém, é uma princesa… e toda princesa precisa de um príncipe. Silvia se vê dividida entre dois jovens: um ótimo e trabalhador rapaz, seu primo; E Kinraid, um conhecido herói da comunidade, admirado por todos, muito belo e muito apaixonado por ela, mas que ainda não possui estabilidade para um relacionamento.

Qual deles terá mais aptidões para se tornar o príncipe de Silvia?

Uma moça ingênua

Silvia Robson é linda, mimada e admirada por todos. Philip é o primo que está sempre por perto, ele quer o melhor para ela, tenta lhe ensinar a ler e a escrever, embora ela não demonstre interesse. Philip faz planos para progredir no trabalho e poder oferecer uma boa vida para ela, mas Silvia parece indiferente a ele. Porém, há Kinraid, um arpoeiro carismático, amado pelas mulheres e que é considerado o herói da cidade, pois entrou em confronto com a patrulha que sequestrava marinheiros para os obrigarem a lutar na guerra da Inglaterra contra a França. Silvia está encantada por ele. Quem será que o seu coração irá escolher como um amor eterno?

Gaskell, de forma hábil, descreve para o leitor tudo sobre Silvia e, principalmente, conhece cada um dos sentimentos de Philip. A maneira como ele vê e sente as coisas é minuciosamente descrita, mas o leitor não sabe quase nada sobre Kinraid até sua mudança de comportamento, a qual também mudará completamente o rumo da história. 

Um romance com o final que deveria ter; um desfecho que nos ensina mais do que podemos prever; uma história inesquecível e pronta para se tornar uma bela lenda!

Ruth, a história de uma heroína pecadora

Livro exclusivo do clube de assinatura da Pedrazul

Quando a pobre órfã Ruth conheceu o belo aristocrata Mr. Bellingham, ocasião em que o cavalheiro salvou a vida de uma maltrapilha criança do afogamento, ela não podia prever que se apaixonaria por ele, tampouco que seria abandonada grávida. Ruth, então, terá que lutar contra as restrições sociais que a retratam como uma pecadora irredimível. Ela e seu filho poderão sobreviver?

Um romance que traz muito da pratica de Gaskell com seu esposo

Ruth Hilton é uma jovem costureira órfã que é seduzida e depois abandonada. Grávida e sozinha, ela é acolhida por um ministro e sua irmã, que escondem seu status sob o pretexto de viuvez a fim de proteger seu filho do estigma social da ilegitimidade. Ruth continua ganhando uma posição respeitável na sociedade como governanta, mas é ameaçada pelo retorno de Bellingham e pela revelação de seu segredo.

A literatura vitoriana está repleta de imagens da mulher pecadora, mas frequentemente esses personagens estão como pano de fundo, agindo como premonição para o futuro da heroína, caso ela não aja de maneira adequada e devota. O romance Ruth, entretanto, coloca a mulher pecadora no centro e a chama de heroína.

O acervo de Gaskell no Brasil

Elizabeth Gaskell teve seu talento descoberto pelo escritor Charles Dickens. É também conhecida por ter escrito a biografia de sua amiga Charlotte Brontë.

Nasceu em Londres como Elizabeth Cleghorn Stevenson, em setembro de 1810, e faleceu aos 55 anos, deixando uma extensa e extraordinária composição. São de sua autoria Norte e Sul (lançado pela Pedrazul como Margaret Hale), Cranford, A Prima Phillis, O Chalé de Moorland, Uma Noite Escura, Minha Lady Ludlow, Esposas e Filhas, Os Amores de Silvia; Ruth, Minha Lady Ludlow, Confissões do Sr. Harrison, títulos já lançados pela Pedrazul.

O último adeus de Elizabeth Gaskell

O último livro escrito por Gaskell

Elizabeth Gaskell começou a escrever o que é considerada sua obra-prima em 1864, mas faleceu em 1865, quando escrevia suas últimas páginas de Esposas e Filhas. Frederick Greenwood, editor da revista na qual a história era publicada, concluiu algumas páginas do último capítulo, em 1866. Gaskell tinha deixado todo o desfecho da obra concluida.

O terceiro autor que escreveu sobre sua própria vida é Wilkie Collins

A Mulher de Branco é autobiográfico

William, mais conhecido como Wilkie Collins, produziu ao longa da sua vida grandes clássicos da era vitoriana. O autor de A Pedra da Lua conviveu com outros grandes escritores do século XIX, como Elizabeth Gaskell, Charles Dickens e a poeta favorita da Rainha Vitória, Adelaide Anne Procter. Juntos, escreveram o conto de Natal chamado A Casa para Alugar, em 1858. Como podem ver, não faltavam inspirações na vida de Collins para a criação de seus livros.

Entretanto, uma de suas maiores criações, o livro A Mulher de Branco, foi uma obra autobiográfica à parte. A vida amorosa de Wilkie Collins era, no mínimo, bem polêmica. Mesmo com sua fama, não impediu que o escritor vivesse romances ousados que serviram como combustível da sua locomotiva criativa. Para começar, Wilkie Collins tinha duas mulheres (em pleno século XIX!): Caroline Graves e Martha Rudd. Mas o que isso tem a ver com o livro? Acompanhe…

A ideia da obra A Mulher de Branco se desencadeou quando o escritor, acompanhado do seu irmão Charles e do pintor Millais, voltavam para casa à noite. Eles se depararam com uma mulher com vestidos brancos fugindo do cativeiro onde era mantida hipnotizada. A mulher era nada mais nada menos que Caroline Graves, que na obra autobiográfica ganha o pseudônimo de Anne Catherick.

Todavia, a obra A Mulher de Branco ganha contornos mais interessantes, uma vez que a narrativa é compartilhada pelos personagens principais. Esta forma de escrita, que beira um julgamento judicial, se deve ao fato de que Collins era formado em Direito. 

Saiba mais sobre obras autobiográficas no blog da Pedrazul Editora!

Sabemos que é difícil conter a curiosidade. Ainda tem muito assunto quando falamos de escritores com obras tão belas quanto Lucy Maud Montgomery, Elizabeth Gaskell e Wilkie Collins. Por isso, se quiser saber mais sobre as obras autobiográficas desses autores, você vai ter que acompanhar diariamente o nosso blog!

Na sequência desse post, abordaremos cada autor, destrinchando ainda mais sobre seus livros e as inspirações que permitiram criar obras dessa magnitude. Os livros citados no post você encontra no nosso site ou no Clube de Leitores Pedrazul. Esperamos vocês nos comentários com sugestões e compartilhamentos. Viva um romance com a Pedrazul Editora!

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